
Quem leu por aí viu transparência nenhumanas contas do clube do Seu Porfírio. O Juvenal Juvênciofaz o que quer, com a arrogância de aristocrata decadenteque lhe é característica.
No entanto, tanto isso quanto as dívidas sampaulinas com ofisco são minimizadas. Nada nunca vira manchete.
Assim como toda a bandalheira que marca a história imundado São Paulo nunca virou tema de livro ou de reportagemespecial de jornal ou revista. O Clube da vila Sônia como todos sabem apropriou-se indevidamente de recursos públicos para a contrução de seu estádio.
Eles estão sempre blindados. Mas por quem? Será que hátanto sampaulino na imprensa?Quem é atento já notou a diferença. A imprensa “bambi” nãoé necessariamente a imprensa “sampaulina”.
A imprensa sampaulina, sem graça de si própria, sempre foiesquiva e fingiu não ser o que era.
Vejam só o Flavio Prado, por exemplo, que inventa de sertorcedor da Ponte Preta para ocultar seu tricolorismo acanhado.A imprensa bambi é outra coisa. A imprensa bambi não temsomente sampaulinos.
Tem, evidentemente, todos eles, muitos palmeirenses,santistas, flamenguistas e até alguns corinthianos, vide Juca Kfouri e Paulo Abraão, que parafingir “ponderação” e “isenção” começaram a repetir seusclichês.
O que une a imprensa bambi é:
1) A repetição de meia dúzia de clichês sobre gestão profissionale sport business.
2) O moralismo anti-popular, no qual todas as culpas sãoatribuídas aos estratos economicamente menos favorecidos. Eé um moralismo hipócrita, que denuncia uns e protege outros.
3) A idéia fixa de que tudo que é ruim tem gênese no Corinthianse toda conquista do clube deve ser questionada.
4) A enorme dificuldade em investigar escândalos dos esquemões,exceto se há uma ponta de “Corinthians” na denúncia.
5) A imprensa bambi descende dos que ficaram escandalizados,em 1.910, com a patuléia penetra do Bom Retiro que se meteuno meio dos grandes. E isso eles NÃO PERDOAM.
6) A imprensa bambi não se conforma com o rótulo de “café-com-leite” atribuído inconscientemente por corinthianos e palmeirenses. Eles querem a todo custo ser o maior rival do Corinthians, todavia, esbarram na tradição familiar
7) Regionalizar o Corinthians sob todos os aspectos. É necessário camuflar o crescimento da Fiel Torcida, especialmente quando ela se sobressai em antigos redutos rubro-negros. O Corinthians supera o Flamengo em 12 estados: Amapá, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul
Portanto, vale prestar atenção nas bases filosóficas doanti-corinthianismo. É a religião da “imprensa bambi”.
Dez pensamentos da “imprensa bambi”:
Quem lê jornal, vê TV ou acessa a Internet é bombardeado 24 horas por dia pela “doutrina” da imprensa bambi, sempre presente como mensagem subliminar em qualquer reportagem.
Trata-se de uma estratégia de ideologizar o futebol ecriminalizar suas facetas populares. Vale checar alguns dessespensamentos.
1) Todo organizado, indistintamente, é rotulado de bandido,ainda que pelo menos 9 em cada 10 jamais tenha cometido umdelito.
2) O futebol deve se tornar, novamente, um entertainment deelite, como já foi até que a “pretalhada” resolvesse invadi-lo.
3) O futebol é o esportes dos bretões, finos, e não deveria terlugar para a ralé.
4) A polícia tem sempre razão, mesmo pisoteando inocentescom seus cavalos cagadores. E se uma espada enferrujadacortar a cabeça do mano de Itaquera, bem feito.
5) O São Paulo futebol clube é um exemplo máximo de gestãocompetente e de lisura administrativa. Todo mundo precisaimaginar que o SPFC é uma maravilha da natureza.
6) Não existe isso de Esquema Parmalat ou de campeonatocomprado. Exceto em 2005, financiado pela MSI
7) Os juízes, em geral, têm razão. Se erram, é por acaso. Nadaé de caso pensado. Edílson Pereira de Carvalho é um casoúnico.
8 ) O pior escândalo do futebol brasileiro foi a parceria MSICorinthians e isso deve ser utilizado a todo custo para destruira imagem do clube.
9) Toda conquista do Corinthians deve ser questionada, comose obtida de maneira ilegal. O que é contra deve ser exagerado.O que é favor deve ser esquecido.10) O Corinthians, referência da ralé invasora, tem um sharede mercado absurdo. Isso nos incomoda. Temos que demolir aospoucos esse brand. Botar na cabeça da molecada que aqueleé o time dos bandidos.Temos de fincar pé na história do mito do “Apito Amigo”.Afinal, temos que pulverizar essa hegemonia da marcacorinthiana e predar nossas tiras do rico mercado do futebol.
***
Mas por que no Rio de Janeiro, com o Flamengo é diferente? Por que lá eles “fecham” com a maioria?
Porque há uma diferença histórica importante entre o Flamengoe o Corinthians.
O Corinthians é o time outsider, invasor, de quem não deviaestar na festa.
Não por acaso, tivemos intervenção federal na década de 30.
E, pior para eles, é o clube que foi capaz de ganhar a simpatiapopular em todos os estratos, contaminando a pirâmide, e o pior, sendo estratosfericamente superior aos rivais Palmeiras, São Paulo e Santos juntos. Segundo GIORGETTI (2003) O clube atinge picos de 47% da preferência entre os paulistanos em geral, ou 64% dos que torcem.
O Flamengo, ao contrário, ainda que tenha bases populares,surgiu de uma classe média náutica do Rio capital.
Era o clube do status federal, projetado pela Radio Nacional.Nunca foi outsider e sempre contou com beneplácitos federais.
Considerações finais:
1) O caso Parmalat não teve um milésimo da repercussão docaso MSI. Nada investigado pela imprensa.
2) O caso MSI provavelmente envolveu muito menos corrupçãoque o caso Parmalat. Na Itália, teve repercussão. Aqui, quasenada.
3) O fato de somente Edílson ter sido pego não indica queoutros elementos não tenham prevaricado. O Gibão e o Pololideram a entender que muito mais gente fazia parte doesquema. Cadê? Cadê o MP investigando? Parou tudo…
4) Não é porque o Corinthians é o “maior” que a exigênciamoral deva ser maior sobre nós. Moral é moral. Ética é ética.Se é o Corinthians ou o Palmeiras, tanto faz. A cobrança deveriaser a mesma.
5) Essa tese aliás é infundada, pois segundo a própria mídia o Flamengo tem umatorcida maior que a nossa e está permanentemente blindadona imprensa. A questão é sociológica e histórica. O Corinthians,tendo ou não maioria dos mais ricos ou poderosos a seu lado, é um timeoutsider. O Flamengo, não. Surgiu de outro jeito e serviu atéde peça de propaganda política na Rádio Nacional.
6) Se existe tamanho empenho em se propagandear asvirtudes de gestão do São Paulo, por que a timidez na horade se tratar de suas prevaricações?
7) Diz-se com ardor do Castrilli-98, como se fosse umpró-Corinthians, mas omitem-se os erros nos dois golsirregulares da Lusa.
E a mesma mídia que não pára de falar sobre o pênalti noTinga em 2005, quase não se lembra:
- dos rojões no hotel e do inseticida no vestiário em 1976 em Porto Alegre;- do esquema para tirar o Reinaldo da final Galo x Flamengo;- do pênalti claríssimo na final de 86 a favor do Guarani contra o São Paulo;- do tungamento do campeonato de 74;- do caso Grêmio (ISL) no qual ameaçaram de morte oconselheiro do próprio Grêmio que apresentou as provasde irregularidades;- do caso Flamengo/ISL- ou do Liverpool claramente prejudicado na final do mundial inter-clubes contra o São Paulo em 2005
Temos 33 milhões de torcedores. E os outros 160 milhõesnão importam para a mídia?
No entanto, tanto isso quanto as dívidas sampaulinas com ofisco são minimizadas. Nada nunca vira manchete.
Assim como toda a bandalheira que marca a história imundado São Paulo nunca virou tema de livro ou de reportagemespecial de jornal ou revista. O Clube da vila Sônia como todos sabem apropriou-se indevidamente de recursos públicos para a contrução de seu estádio.
Eles estão sempre blindados. Mas por quem? Será que hátanto sampaulino na imprensa?Quem é atento já notou a diferença. A imprensa “bambi” nãoé necessariamente a imprensa “sampaulina”.
A imprensa sampaulina, sem graça de si própria, sempre foiesquiva e fingiu não ser o que era.
Vejam só o Flavio Prado, por exemplo, que inventa de sertorcedor da Ponte Preta para ocultar seu tricolorismo acanhado.A imprensa bambi é outra coisa. A imprensa bambi não temsomente sampaulinos.
Tem, evidentemente, todos eles, muitos palmeirenses,santistas, flamenguistas e até alguns corinthianos, vide Juca Kfouri e Paulo Abraão, que parafingir “ponderação” e “isenção” começaram a repetir seusclichês.
O que une a imprensa bambi é:
1) A repetição de meia dúzia de clichês sobre gestão profissionale sport business.
2) O moralismo anti-popular, no qual todas as culpas sãoatribuídas aos estratos economicamente menos favorecidos. Eé um moralismo hipócrita, que denuncia uns e protege outros.
3) A idéia fixa de que tudo que é ruim tem gênese no Corinthianse toda conquista do clube deve ser questionada.
4) A enorme dificuldade em investigar escândalos dos esquemões,exceto se há uma ponta de “Corinthians” na denúncia.
5) A imprensa bambi descende dos que ficaram escandalizados,em 1.910, com a patuléia penetra do Bom Retiro que se meteuno meio dos grandes. E isso eles NÃO PERDOAM.
6) A imprensa bambi não se conforma com o rótulo de “café-com-leite” atribuído inconscientemente por corinthianos e palmeirenses. Eles querem a todo custo ser o maior rival do Corinthians, todavia, esbarram na tradição familiar
7) Regionalizar o Corinthians sob todos os aspectos. É necessário camuflar o crescimento da Fiel Torcida, especialmente quando ela se sobressai em antigos redutos rubro-negros. O Corinthians supera o Flamengo em 12 estados: Amapá, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul
Portanto, vale prestar atenção nas bases filosóficas doanti-corinthianismo. É a religião da “imprensa bambi”.
Dez pensamentos da “imprensa bambi”:
Quem lê jornal, vê TV ou acessa a Internet é bombardeado 24 horas por dia pela “doutrina” da imprensa bambi, sempre presente como mensagem subliminar em qualquer reportagem.
Trata-se de uma estratégia de ideologizar o futebol ecriminalizar suas facetas populares. Vale checar alguns dessespensamentos.
1) Todo organizado, indistintamente, é rotulado de bandido,ainda que pelo menos 9 em cada 10 jamais tenha cometido umdelito.
2) O futebol deve se tornar, novamente, um entertainment deelite, como já foi até que a “pretalhada” resolvesse invadi-lo.
3) O futebol é o esportes dos bretões, finos, e não deveria terlugar para a ralé.
4) A polícia tem sempre razão, mesmo pisoteando inocentescom seus cavalos cagadores. E se uma espada enferrujadacortar a cabeça do mano de Itaquera, bem feito.
5) O São Paulo futebol clube é um exemplo máximo de gestãocompetente e de lisura administrativa. Todo mundo precisaimaginar que o SPFC é uma maravilha da natureza.
6) Não existe isso de Esquema Parmalat ou de campeonatocomprado. Exceto em 2005, financiado pela MSI
7) Os juízes, em geral, têm razão. Se erram, é por acaso. Nadaé de caso pensado. Edílson Pereira de Carvalho é um casoúnico.
8 ) O pior escândalo do futebol brasileiro foi a parceria MSICorinthians e isso deve ser utilizado a todo custo para destruira imagem do clube.
9) Toda conquista do Corinthians deve ser questionada, comose obtida de maneira ilegal. O que é contra deve ser exagerado.O que é favor deve ser esquecido.10) O Corinthians, referência da ralé invasora, tem um sharede mercado absurdo. Isso nos incomoda. Temos que demolir aospoucos esse brand. Botar na cabeça da molecada que aqueleé o time dos bandidos.Temos de fincar pé na história do mito do “Apito Amigo”.Afinal, temos que pulverizar essa hegemonia da marcacorinthiana e predar nossas tiras do rico mercado do futebol.
***
Mas por que no Rio de Janeiro, com o Flamengo é diferente? Por que lá eles “fecham” com a maioria?
Porque há uma diferença histórica importante entre o Flamengoe o Corinthians.
O Corinthians é o time outsider, invasor, de quem não deviaestar na festa.
Não por acaso, tivemos intervenção federal na década de 30.
E, pior para eles, é o clube que foi capaz de ganhar a simpatiapopular em todos os estratos, contaminando a pirâmide, e o pior, sendo estratosfericamente superior aos rivais Palmeiras, São Paulo e Santos juntos. Segundo GIORGETTI (2003) O clube atinge picos de 47% da preferência entre os paulistanos em geral, ou 64% dos que torcem.
O Flamengo, ao contrário, ainda que tenha bases populares,surgiu de uma classe média náutica do Rio capital.
Era o clube do status federal, projetado pela Radio Nacional.Nunca foi outsider e sempre contou com beneplácitos federais.
Considerações finais:
1) O caso Parmalat não teve um milésimo da repercussão docaso MSI. Nada investigado pela imprensa.
2) O caso MSI provavelmente envolveu muito menos corrupçãoque o caso Parmalat. Na Itália, teve repercussão. Aqui, quasenada.
3) O fato de somente Edílson ter sido pego não indica queoutros elementos não tenham prevaricado. O Gibão e o Pololideram a entender que muito mais gente fazia parte doesquema. Cadê? Cadê o MP investigando? Parou tudo…
4) Não é porque o Corinthians é o “maior” que a exigênciamoral deva ser maior sobre nós. Moral é moral. Ética é ética.Se é o Corinthians ou o Palmeiras, tanto faz. A cobrança deveriaser a mesma.
5) Essa tese aliás é infundada, pois segundo a própria mídia o Flamengo tem umatorcida maior que a nossa e está permanentemente blindadona imprensa. A questão é sociológica e histórica. O Corinthians,tendo ou não maioria dos mais ricos ou poderosos a seu lado, é um timeoutsider. O Flamengo, não. Surgiu de outro jeito e serviu atéde peça de propaganda política na Rádio Nacional.
6) Se existe tamanho empenho em se propagandear asvirtudes de gestão do São Paulo, por que a timidez na horade se tratar de suas prevaricações?
7) Diz-se com ardor do Castrilli-98, como se fosse umpró-Corinthians, mas omitem-se os erros nos dois golsirregulares da Lusa.
E a mesma mídia que não pára de falar sobre o pênalti noTinga em 2005, quase não se lembra:
- dos rojões no hotel e do inseticida no vestiário em 1976 em Porto Alegre;- do esquema para tirar o Reinaldo da final Galo x Flamengo;- do pênalti claríssimo na final de 86 a favor do Guarani contra o São Paulo;- do tungamento do campeonato de 74;- do caso Grêmio (ISL) no qual ameaçaram de morte oconselheiro do próprio Grêmio que apresentou as provasde irregularidades;- do caso Flamengo/ISL- ou do Liverpool claramente prejudicado na final do mundial inter-clubes contra o São Paulo em 2005
Temos 33 milhões de torcedores. E os outros 160 milhõesnão importam para a mídia?
Nenhum comentário:
Postar um comentário